Diário
Sábado 03 de Novembro, 2018
A Ana, Marta e Mafalda...
Vozes que se ouviram e sentiram
Ventres carentes, corações que gritam
Corpos a despertar, olhares a brilhar

Sorrisos, choros, risadas, cantares
Éramos tantas, mas uma só
Todas diferentes, únicas, genuínas
Sábias com diferentes dons,
Uns congelados, outros a quererem espreitar

O espaço estava consagrado
O circulo formado
A Mãe Terra a cuidar
Os céus a proteger


Uma inspira a outra
Assim como uma espelha a outra
Inspiras-me, e saio da comparação
Espelhas-me, e reconheço a minha sombra

A Mafalda iniciou-nos na menarca
Sacralizou o sangue
Convidou-nos a dançar sobre o caldeirão
Gritámos a nossa mulher integral

A Marta fez-nos renascer
Abençoou os nossos ventres
Transmitiu a sua autenticidade
Despertou a nossa intuição

A Ana invocou as Dakinis
Os elementos e a Terra sagrada
Os guias e a linhagem ancestral
Sustentando um espaço para a compaixão, cura e expansão

Dançámos a mulher alquímica
As sombras e a luz
Trouxemos o sol ao coração
E calor ao nosso ventre


Uma vezes, tivemos revelações
Outras, puramente silêncio
Tropeçámos nas dores
E através delas, nos empoderámos

Recebemos respostas
Mas também apenas questões

Unidas, foi fácil sair do medo
Tudo estava bem, tal como estava
E depois de uma semana, ainda pulsa
O amor, a coesão, a irmandade


E nossas são, as palavras da Marta:
"se morresse ali, morria feliz."

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