Diário
Terça 15 de Setembro, 2020
Memórias vivas...
Num dia da semana passada, numa das minhas práticas da sadhana da Tara Verde, enquanto visualizava a mansão divina veio-me muito forte à mente a imagem da casita de pedra onde vivi nos dias do meu retiro solitário no ano passado.
E com essa imagem veio a questão: "será que lá estava exatamente há um ano?".
Apesar da imensa curiosidade continuei a sadhana. No final peguei no diário que escrevi enquanto estive em retiro e confirmei que fazia precisamente um ano do primeiro dia do retiro! :)
Senti um apelo enorme de reler e reviver essas memórias... experiências, emoções, sonhos, revelações, mensagens.
O meu coração vibrou como se lá estivesse outra vez e conforme os dias iam passando parecia que o que lá trabalhei voltou à superfície para continuar o processo.

Todos os sonhos que lá tive foram intensos e com muitas mensagens.
Este foi particularmente simples e muito belo:

"Recordo-me com clareza que me encontrava numa casita circular de pedra como a que estou neste momento. Praticava a sadhana da Sublime Tara Verde.
Bem perto de mim, subindo por um caminho no meio do monte verde lá estava Ela.
Uma Tara Verde enorme feita de pétalas luminosas.
Sentava-se sobre 21 pétalas brilhantes.
O mantra ressoava pelas campos e montes: Om Tara Tuttare Ture Soha..."

Mas nem tudo foi luz. Nas primeiras noites tive muitos pesadelos e os dias eram pesados, escuros e frios.
Houve dias de tempestades fortes com muita trovoada... e noites de grande tormenta.

"Após a tempestade vem a bonança", assim foi... os últimos dias de retiro foram plenos de bênçãos. A magia aconteceu!
Noite calmas, tranquilas com sonhos belos e serenos.
Os dias eram longos, solarengos e em boa companhia... montanhas majestosas, árvores guardiãs, pássaros melodiosos e tantos outros aliados!



Partilho o que escrevi no dia 17 Setembro de 2019:

"(...) A energia é outra, assim como a consciência.
Ser livre para ser e manifestar quem sou neste momento.
Sem procurar aprovação ou aplausos...
Sou única e cada vez mais na minha natureza.
Cada vez mais integra ao que sinto com a coragem de expressar a minha voz com autenticidade.
Também cada vez mais conectada com os meus ciclos naturais, em comunhão com os elementos externos e internos porque o que está fora também está dentro.
Sou a Lua, Sou o Sol, Sou a Terra que germina em mim.
O solo esteve em compostagem para que esteja fértil para a semente germinar.
As avuelitas rochas falam comigo e os meus ossos estremecem respondendo de volta.
As plantas, flores e árvores integro-as em mim como aliadas para a cura e renovação.
Os animais relembram-me que em mim vivem através do meu instinto. A minha natureza selvagem na sua pureza primordial.
As montanhas cantam hinos à beleza de ser grande de dentro para fora. Emanam orgulho divino que procuro reabsorver e emanar de volta desde todo o meu ser.
Sou única, sou tudo.
Sou a parte, sou a totalidade.
A Sublime Tara Verde vive e respira dentro de mim.
O seu Amor, Poder e Consciência tatuei no meu coração.
Possa eu nunca me esquecer que eu sou Ela e Ela sou eu.
Através dela sou a folha que através da fotossíntese transforma o CO2 em oxigénio.
A clorofila brilha e cada poro do meu corpo emana raios de luz verde.
A luz que é som e que é forma.
A forma que regressa à não-forma.
Nasço, vivo, morro e renasço, honrando o Ciclo da Existência.
Recordando que as estrelas nascem de pó cósmico que se materializa no ventre primordial da Grande Mãe.
Hoje é o último dia completo deste retiro tão profundo e revelador.
Hora para as despedidas e permitir que o casulo se rompa para a borboleta voar em liberdade."

Assim foi!
Assim é!
Assim será!




Escreve um comentário
Por favor indica o teu primeiro nome
Por favor indica o teu último nome
Por favor indica o teu Email
Por favor indica o assunto
Por favor indica o teu comentário
*Campos Obrigatórios