Um espaço acompanhado para aquilo que está vivo
Há momentos em que estar fisicamente num espaço cuidado, longe do ritmo habitual, pode ajudar-nos a abrandar.
Estas sessões acontecem presencialmente, na tranquilidade da quinta, em Alpedrinha, junto à Serra da Gardunha.
Tal como nas sessões online, não vens para ser corrigida, analisada ou conduzida a uma conclusão.
Vens para ser acompanhada naquilo que está vivo em ti.
Pode existir uma questão muito concreta.
Uma relação.
Uma transição.
Uma perda.
Uma decisão.
Um medo.
Um período de cansaço ou incerteza.
Ou pode existir apenas a sensação de que precisas de parar e encontrar espaço para escutar.
Não é necessário saber antecipadamente aquilo que a sessão deverá revelar ou para onde deverá conduzir.
Começamos onde estás.
O que é uma sessão de escuta matricial?
É, antes de tudo, um espaço de presença e acompanhamento.
A sensação corporal oferece-nos chão, mas não precisamos reduzir a experiência ao corpo físico.
Podem surgir emoções, pensamentos, memórias, imagens, silêncio, resistência, desejo ou simplesmente algo que ainda não sabemos nomear.
Não procuramos impedir nada disso.
Aprendemos a reconhecer o que está presente e, quando nos perdemos na interpretação, na urgência ou na necessidade de resolver, podemos regressar novamente ao corpo.
Não para controlar a experiência.
Para encontrar chão suficiente para a habitar.
Por vezes, alguma compreensão emerge.
Outras vezes, não.
E também podemos permanecer diante daquilo que ainda não sabemos.
Como acontece uma sessão presencial?
Cada encontro é diferente.
Podemos começar por conversar sobre aquilo que te traz à sessão e deixar que, a partir daí, o encontro encontre o seu ritmo.
Nem toda a sessão precisa de acontecer frente a frente.
Podes permanecer sentada ou, quando fizer sentido, deitar-te confortavelmente e deixar o corpo repousar enquanto continuamos a escuta.
Podem existir momentos de conversa e momentos de silêncio.
Momentos em que regressamos a uma sensação.
Momentos em que simplesmente permanecemos.
E, pontualmente, algum elemento sensorial poderá entrar como apoio à experiência.
Poderão estar presentes:Nenhum destes elementos precisa de estar presente.
E nenhum constitui, por si só, o objetivo da sessão.
A ferramenta está ao serviço da experiência, não a experiência ao serviço da ferramenta.
Um espaço onde também podes simplesmente repousar
Uma das particularidades do encontro presencial é não precisarmos permanecer todo o tempo numa posição de conversa.
O espaço está preparado para que possas sentar-te ou deitar-te confortavelmente, num ambiente simples e resguardado.
Nos dias mais frescos, a sala é aquecida pela salamandra. Os materiais naturais, o silêncio da quinta e a proximidade da natureza fazem também parte do ambiente onde o encontro acontece.
Não como uma técnica.
Apenas como contexto.
Porque, por vezes, mudar de ritmo começa por encontrarmos condições para abrandar.
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A água como espelho vivo
Em algumas sessões, a água poderá entrar no encontro.
Podemos simplesmente permanecer diante dela, observando os seus movimentos e reconhecendo aquilo que essa observação desperta em ti.
E, quando existe preparação para isso, poderemos realizar uma Autoconstelação Interna na Água.
Nesse momento entram também formas ou pequenos bonecos, escolhidos para representar elementos da experiência.
Ao nomearmos e darmos forma àquilo que estava difuso, algo pode tornar-se mais concreto e próximo.
E, precisamente por isso, também mais vulnerável.
Não procuramos interpretar a água nem atribuir significados fixos à posição ou ao movimento dos bonecos.
Regressamos continuamente à tua experiência:
A água oferece um espelho. Não uma resposta.

Porquê ser acompanhada?
Porque há experiências que conseguimos habitar sozinhas.
E há outras diante das quais a presença de alguém pode oferecer uma referência.
Não porque essa pessoa saiba o que a nossa experiência significa.
Não porque tenha uma solução.
Mas porque pode ajudar-nos a reconhecer quando perdemos chão, quando aceleramos para uma interpretação ou quando tentamos sair demasiado depressa daquilo que ainda está a acontecer.
Ser acompanhada não significa entregar a experiência a outra pessoa.
Significa continuar a habitá-la na presença de alguém que não precisa de a resolver por nós.
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Onde acontecem
As sessões realizam-se na quinta, em Alpedrinha, Fundão, perto da aldeia histórica de Castelo Novo e da Serra da Gardunha.
Para quem vem de mais longe, existem possibilidades de alojamento em Castelo Novo e em Alpedrinha.
Podes, se assim te fizer sentido, integrar a sessão numa estadia mais tranquila e aproveitar algum tempo para caminhar, descansar e estar em contacto com a paisagem.
Mas não precisas transformar a experiência em retiro.
Podes simplesmente vir para a tua sessão e regressar à tua vida.
Não há um estado a alcançar.
Há um espaço onde aquilo que já está vivo pode encontrar tempo, presença e companhia.
