Hoje, o meu trabalho cruza diferentes linguagens:
a Escuta Matricial, o Ma Yoga, os estudos Maya e práticas de consciência corporal, que encontram um território comum:
aprender a habitar a experiência.
Habitar não significa permanecer sempre centrada.
Também nos perdemos.
Interpretamos demasiado depressa.
Tentamos controlar.
Procuramos respostas.
Repetimos movimentos conhecidos.
Habitar inclui aprender a reconhecer tudo isso e, pouco a pouco, encontrar novamente chão.
É também assim que procuro acompanhar as mulheres que chegam ao meu trabalho:
não oferecendo uma verdade sobre aquilo que estão a viver, mas criando condições para que possam aproximar-se da sua própria experiência com mais presença, curiosidade e discernimento.
Continuo profundamente ligada à natureza, às montanhas, ao fogo e à água, à Terra.
Gosto da dança, do movimento, do silêncio, dos trabalhos feitos com as mãos e de uma vida suficientemente simples para continuar a reparar no que acontece à minha volta.
E continuo a aprender.
Com aquilo que vivo.
Com as mulheres que acompanho.
Com os animais.
Com as relações.
Com os erros e as mudanças.
Com as perguntas que permanecem abertas.
Talvez seja essa a parte mais viva deste caminho:
não chegar a um lugar onde já sabemos, mas desenvolver intimidade suficiente com a vida para continuarmos a aprender com ela.
Se alguma coisa do meu percurso tocar o teu, não precisa de significar que os nossos caminhos sejam iguais.
Talvez seja apenas um convite para escutares um pouco mais de perto aquilo que já está a acontecer no teu.
Ana Cristina Taboada


