Diário
Terça 16 de Outubro, 2018
Trago Bali no coração e na minha dança!
Faltam-me palavras para contar o que tanto vivi nas 3 semanas que estive em Bali. Prefiro cantar, sons que só a alma reconhece. Ou então dançar, falando com o corpo.
Bali é uma ilha mágica que nos chama às nossas origens. É tão fácil regressar ao nosso estado mais natural, ao que realmente somos quando os elementos nos acolhem.
Como uma chuva de pétalas a dissolver-se na minha pele, tudo à minha volta fez-me abrir. O sorriso brota; os olhos brilham; o coração abre-se e tudo flui!
A natureza é mágica, a terra é sagrada e o sentido de comunidade fez-me sentir em casa.
Mas nem tudo foi perfume de rosas, os espinhos também espreitaram porque o trabalho que fiz foi profundo e intenso. Essa é a alquimia. O de transformar o veneno em medicina.
Durante 13 dias mergulhei nas práticas de Kundalini-Chakra Dance. Iniciei-me em mistérios femininos. Fiz trabalhos xamânicos. Rendi-me à Grande Mãe.
Procurei ser a mente de principiante que nada sabe para absorver ao máximo. E manter o espirito da criança que se aventura no desconhecido sem julgar. 
Dancei, cantei, partilhei, chorei e ri... Chakra a chakra fui entrando cada vez mais fundo. Uma vezes o caminho estava facilitado. Noutras mais parecia que andava sobre o fogo.
Queimei, descamei, lancei-me às chamas e nas cinzas renasci. Não apenas uma vez, mas vezes sem conta.
Chorei, purifiquei, mergulhei na cascata das minhas emoções! Não para cair na armadilha da roda do hamster, mas para ver o que tanto neguei.
Curei, transformei, vi a luz. Mas certas vezes nada vi na escuridão.
Certos momentos, só queria fugir. Mas abracei as minhas resistências com ternura... e celebrei a minha coragem.
Nem tudo o que vi, gostei. Mas o que não gostei procurei questionar-me o porquê e de que forma me servia de espelho.
E quando da reflexão nada mais vinha, dançava!
Medos, vergonha, culpa, arrependimentos, tristeza, traição... A criança ferida; a mulher abandonada; a mãe lutadora; a amante serviçal; a aluna cega. Tantas faces minhas e da minha linhagem. Desta vida e de tantas outras.
Memórias ancestrais, kármicas e reveladoras!
Fardos pesados que desejava libertar! Encontrar a Verdade Oculta através da compaixão... a verdadeira liberdade!

Dançava o bom e o mau, a luz e a escuridão! Dançava para ir além!
Dançava a oração do meu coração!
As preces foram ouvidas... Cheguei ao final do curso mais leve, mais luminosa... mais madura e empoderada.

O período de integração de todas estas vivências fi-lo já em Ubud, antes de deixar Bali. Ubud é o paraíso para os yoguis e yoguinis, dakinis e todos os amantes da natureza e dum estilo de vida saudável.
Sorrisos, comida super saudável, aulas de yoga e dança, rituais, cerimónias... Natureza, espiritualidade, arte... e um sentido de comunidade muito especial.
Conheci pessoas fantásticas, vivi experiências que nunca vou esquecer.
Dormir ao som dos grilos numa cabana voltada para os campos de arroz. Deliciar-me com bolos vegan super saborosos. Comer com garfos de bambu da minha bela taça de comida crua. Beber água de coco a toda a hora. Fazer yoga com paisagem tropical à minha volta. Cantar à volta da fogueira na praia. Dançar horas sem fim... São apenas algumas das lembranças.

A algumas horas de partir, gravei este video para ti:
Deleita-te!
 

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Graca Cardoso
Olá Ana, gostei muito de a rever ( estive no seu último retiro sobre Sexualidade sagrada feminina, no Monte Mariposa, em Agosto). Pareceu me muito interessante este seu trabalho sobre os chakras em Bali e deixo lhe uma sugestão: depois de Coimbrã, porque não fazer sessões no norte e na Zona de Lisboa? Este ano vou andar dividida entre o Porto e Lisboa e gostaria muito de fazer este trabalho de libertação de energias. Um abraço com amizade! É muito bom trabalho! Graça Cardoso
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